25 de fev. de 2011

Documentário "índios no Brasil" - Do outro lado do Céu.

O documentário índios do Brasil é bem extenso e procura redescrever a história indígena no Brasil. É bem interessante, pois parte do senso comum e, progressivamente, vai redescrevendo os índios em vários aspectos de sua cultura: língua, religiosidade, formas de produção e relação com a terra, preconceitos. O documentário mostra bem a diferença entre as diversas etnias indígenas e torna claro como as etnias que entraram em contato com o "homem branco" tardiamente conseguem manter mais "pura" sua cultura.

O documentário mosrta a luta das etnias indígenas para manter sua cultura sem necessáriamente serem isolados e excluídos socialmente. é Interessante ver.

O documentário completo pode ser encontrado no canal Pernambuco TV sob o título de "Pluralidade cultural - indios no Brasil".

Para o propósito deste Blog, coloco apenas a parte do documentário que diz respeito à religiosidade indígena:

DO OUTRO LADO DO CÉU

Parte1



Parte 2

24 de fev. de 2011

Quem influenciou quem? (parte 1)

Uma coisa bem curiosa dentro da umbanda é o fato dela ser classificada como religião "afro-brasileira". Claro que as "influências" africanas são incontestáveis uma vez que há a louvação aos Orixás. Por outro lado, a influência da pajelança é também incontestável, não pelo fato de entidades caboclas trabalharem na umbanda, mas por algumas característica do trabalho de umbanda.

A pajalença a qual me refiro como possível influência é que trabalha com os encantados, já caracterizada como cabocla e não indígena propriamente dita. Esta influência pode ser afirmada pelo fato de haver, nesse tipo de pajelança, características que também podem ser encontradas na umbanda: 1) O pajé é medianeiro para os chamados "Caruanas" (encantados) que trabalham na cura das pessoas. Esta característica, segundo HAUÉS (1998), foi herdada dos índios Tupis e configuram uma pratica diferenciada de xamanismo em relação a outros povos indígenas; 2) O trabalho com o fumo; 2) trabalho com ervas; 3) a dança ritual característica de certos caruanas, que nada tem a ver com a dança dos Orixás dentro do candomblé; e 4) a crença em locais mágicos como a Jurema (na umbanda una-se também Aruanda, Humaitá, etc.) onde certas entidades residiriam - característica que não é comum ao candomblé, por exemplo.

O artigo "Pajelança e encantaria amazônica", do pesquisador mencionado acima, parece mesmo frisar a dificuldade de se encontrar hoje em dia a pajelança tal como praticada originalmente nas tribos, já que desde tempos remotos (sec.XVII e XVIII) eram enviados agentes do Santo ofício fiscalizar as regiões Amazônicas a fim de censurar a prática da Pajelança. Segundo o pesquisador, até tempos mais recentes os Pajés tinham que buscar autorização policial para exercer sua prática.

O resultado desta perseguição, foi a mistura da cultura indígena original, com traços europeus (muito mais traços do Sebastianismo Português), com traços africanos. Mais recentemente, nos dois casos das pajés femininas retratadas no artigo citado, identifica-se a mistura entre "umbanda", pajelança e até mesmo traços do kardecismo na forma pessoal como uma das pajés explica a dedicação que tem à pajelança.

O propósito do artigo é, no final das contas, traçar pontos comuns nas variações encontradas entre as pajelanças pesquisadas. Porém, o que eu gostaria de trazer à reflexão, a partir deste artigo, é o amalgama que vai aparecendo da pajelança, muito em função da criminalização que esta sobreu desde tempos remotos. Uno a essa reflexão a experiência pessoal de conversas que travei com uma indígena Fulni-ô, além de alguns traços que pude obserservar presentes em outras tribos indígenas como os Xukurú (Pesqueira/PE) que aparecem em vídeos como os que colocarei mais abaixo nessa postagem.

O artigo citado começa justamente separando o tipo de pajelança estudada, o da encantaria e rituais da jurema, daquela pajelança indígena propriamente dita. Ao mesmo tempo, é apresentada uma "historia" breve da criminalização da pajelança, cuja consequência foi o massacre dessa cultura e a consequente mistura ocorrida entre pajelança, religiões afros e cultura européia.

Minha questão versa justamente sobre a possibilidade de podermos separar nos dias atuais a pajelança dos ritos de jurema, daquela pajelança praticada pelos descendentes diretos de etnias indígenas.

Comecei a me fazer essa pergunta quando conheci uma descendente direta da tribo Fulni-ô de PE. Uma Pajé, conhecedora das ervas e dos rituais de cura de sua tribo, que para poder sobreviver a partir de sua terapia, resolveu estudar reiki para, junto com o reiki, poder atender também com o conhecimento adiquirido em sua tribo. Certamente é uma pessoa especial, com papo agradabilíssimo, por quem tenho grande apreço. Por duas vezes, ao conversarmos sobre o conhecimento dela de ervas e coisas afins, me intrigou algumas colocações dela: uma foi ela frisar que no caso de certas "macumbas" as ervas são usadas de formas distintas. Até aí tudo bem, pois, entre Umbandas de escolas diferentes as ervas são usadas de formas distintas. Mas realmente fiquei intrigada quando ela mencionou, rapidamente, que o seu talento para a pajelança estava relacionada ao fato dela ser filha de "EWA". Quase tomei um susto! EWA afinal é um orixá.

Depois disso, em um documentário "índios do Brasil" (a parte que mencionarei aqui está no final do vídeo) que aborda parte da religiosidade de tribos indígenas, mostra, entre outras práticas e concepções de sacralidade, a prática da tribo dos Pankararú, (PE). Os Pankararú, assim como outras tribos da região nordeste, cultuam os "encantados". O curioso é observar as formas como esse culto ocorre, os Pankararús mantém até mesmo um "Peji" (termo africano que designa uma casa, local, onde se guardam o assentamento dos Orixás), onde estão "todos os encantados" e onde reside toda força dos rituais. Curiosa é a forma como essa casinha é descrita pela Pankararú do vídeo: "aí dentro dessa casa tem um oratório com um cruzeiro, com cruz, com santo, com todo mundo e tem eles aí. Quem passa e não sabe não diz nada, mas a força todinha tá aqui."

Algumas tribos cultuam seu sagrado com nítidas influências afro. Outras, como as tribos Xukurú que vivem na Serra do Ororubá em Pesqueira, PE, guardam fortes influência da encantaria "moderna". Usam velas, cantam pontos da Jurema Sagrada e Pontos de caboclos que possuem saudações à Oxossi. Isso pode ser atestado nos seguintes vídeos:

XUKURÚ ORORUBÁ - Teaser


O CANTO XUKURÚ


Creio que entre povos, principalmente da regiao do nordeste (curiosamente os 3 povos mencionados são de PE), ocorreu um tipo de "sincretismo próprio" nas religiosidades indígenas. Entendendo por sincretismo, claro, qualquer traço de mistura de assimilação de sentidos entre elementos de culturas diferentes, coisas do tipo.

Ao ver os vídeos acima, me perguntei se eles tem consciência deste sincretismo formado. No caso da Fulni-ô conhecida minha, há essa consciência. Ela mesmo adimite que, mesmo nascida na tribo, tendo recebido os ensinamentos de sua cultura, é impossível que em 500 anos de história essa cultura não encontre traços de misturas.

A primeira conclusão desta reflexão é que não sei se concordo com o pressuposto do artigo mencionado aqui, que separa a pajelança indígena da pagelança da encantaria.

A segunda conclusão é poder considerar válido sincretismos fora da esfera da umbanda., em religiosidades que podem ser consideradas mais "puras". Não é novidade que há no candomblé sincretismo, mas me parece uma informação nova que haja tantos sincretismos dentro das religiosidades pertencentes aos nossos "nativos". É sincrética toda religião que assuma para si sentidos e significados que não lhe são originais, mais que migraram de outras culturas, ou de outras religiosidades. Pensando dessa forma grande parte das religiões existentes hoje possuem algum traço de sincretismo.

A terceira conclusão, a mais interessante, é perceber que se a cultura indígena formou sincretismos e foi, com o tempo, se moldando e internalizando elementos da cultura africana e do que hoje é chamado de encantaria cabocla (e não indígena). Traçando uma escala "progressista" - como às vezes se faz com as antigas macumbas e candomblés de caboclo, dizendo que eles "progrediram" para a umbanda - pode ser possível concluir que a umbanda nasceu da pajelança.

Enfim, sendo ou não sendo essa a Origem da umbanda, encontramos nos trabalhos de umbanda pelo menos de 50% à 30% de práticas comuns a encantaria. Isso conforme for maior ou menor a influência desta sobre a umbanda. Do mesmo modo podemos encontrar de 50% a 30% de práticas comuns aos candomblés, de acordo com a influência que esta umbanda sofra do candomblé.

Interessante notar que a idéia de incorporação de espíritos que atuem sobre o Pajé não parece ter sua origem no kardecismo. Segundo o artigo aqui mencionado e linkado, se há influência do kardecismo este se restringe a concepção pessoal pela qual cada uma das Pajés mencionadas no texto entenderá seu caminho particular dentro da encantaria. Assim, se considerarmos a umbanda como religião derivada ou dos candomblés, ou da pajelança, não podemos considerar totalmente que o kardecismo realmente faça parte constitutiva dos ritos praticados na umbanda.

19 de set. de 2010

O Panteão da Terra - Omulú/ Obaluayê (parte 1)

Este texto, fiz a pedido de uma colega que pertence a outro terreiro que não o que eu frequênto. Fiquei muito feliz em fazê-lo, pois é uma forma de contribuir para a desmistificação de um Orixá bem temido na umbanda. Passei anos sem entender (e ainda não entendo, para ser honesta) a razão pela qual muitos terreiros acabam escondendo Obaluayê. Muitos não tem sua imagem no Congá (o terreiro que frequento é um). Algumas vezes não chegam nem a fazer cabeça para filhos de Obaluayê. Em outros lugares ele é confundido com o EXU Omulú, que rege uma linha de quimbanda. O que pode dar origem à compreensões de algumas casas onde a imagem deste Orixá só vai aparecer perto da tronqueira. Fato é que são muitos os absurdos que se escuta falar dele, do velho Omulú, meu pai. E passei anos sem entender a razão pela qual consideravam ruim a energia de um Orixá que, quando eu notava só me trazia bem-estar, que só se aproximava em momentos que eu realmente precisava de ajuda, como um bom pai faz ao cuidar de seus filhos. Por essa razão, quando recebi o convite dessa amiga para redigir este texto, fiquei feliz. Muito feliz. Pois tenho uma compreensão pessoal de meu pai, Omulú, bastante peculiar. Que me foi ensinada pelo preto velho com quem trabalho, além das inúmeras pesquisas feitas para compreender, inclusive, a origem dos "mitos populares" que cercam este Orixá.

Segue abaixo o texto que redigi:

Omulú/ Obaluayê

Este é um Orixá polêmico, conhecido por sua relação com a doenç
a e a morte. Alguns temem o seu poder por considerar perigoso. Mas todas este medo é fruto, na realidade, de uma profunda ignorância e de certos “mitos” que foram cultivados durante anos.
Um dos primeiros equívocos que deve ser desfeito é a consideração dos nomes Omulú para uma qualidade mais nova do orixá e Obaluaiê para uma qualidade mais velha do mesmo orixá. Na realidade, os dois nomes remetem ao mesmo orixá à mesma energia.
O segundo mito que deve ser desfeito é o do temor a este Orixá por sua relação com a morte. Como praticantes de uma religião espiritualista, não devemos entender por “morte” um término, um “fim de linha”, um ponto no tempo onde a vida acaba. Ao contrário: a morte representa fundamentalmente a mudança. A transformação de estados e situações. Um exemplo claro são as fases da vida. Uma vida normalmente é marcada por mudanças: deixar de ser criança, deixar de ser adolescente e tornar-se um adulto. Geralmente escolhemos um fato que demarca, temporalmente, esta mudança: a primeira menstruação de uma menina, o primeiro beijo, etc... São momentos onde adquirimos novas concepções e compreensões de mundo, sobre o que é realmente importante na nossa vida e aquilo que deixa de ser importante. Em uma escala maior podemos pensar na “morte” como uma mudança similar: deixar de ser corpo físico e ser apenas espírito e perispírito, o que faz, naturalmente com que se ganhe novas compreensões de vida, destino, etc. A morte, neste sentido, não é um “fim de linha”, um “término”, mas a marcação de um momento de mudança extrema, seja neste nosso plano material, seja no plano espiritual. Esta é a simbologia do Orixá Omulú que costuma ser tão mal compreendida, quanto são mal compreendidas as fases de grandes mudanças em nossas vidas: uma separação, um momento difícil mas que promove crescimento pessoal, por exemplo. Por isso que muitas vezes o vemos e ouvimos falar deste Orixá como o Orixá dos mistérios da vida e da morte, daquilo que está escondido, oculto para a nossa compreensão. Mas se pensarmos na força deste Orixá como colocamos aqui, Omulú está longe de ser o Orixá que representa a “morte” no sentido ordinário, mas sim o Orixá da continuação, da perseverança, daquele que permanece firme diante das diversidades.
O Elemento natural ao qual está ligado é a terra. A terra é o local onde enterramos nossos mortos, mas é também o local que gera a vida e nos dá o alimento que nos sustenta. Mais uma vez, no elemento terra encontramos a característica da transformação. A fertilidade que dá vida à semente que brota, a fertilidade concedida pelo material orgânico em decomposição na terra. A terra é a base de toda mudança e de toda a transformação. É rica e variada as potencialidades da Terra, aquilo que a terra pode nos trazer. Em um pedaço de terra pode ser formada uma comunidade e enterrado nossos mortos, com terra cultivamos alimentos, com a terra podemos construir nossas casas, bem como criar esculturas em barro. Assim, Omulú, como Orixá da terra, está também associado à riqueza, às possibilidades, às alternativas variadas as quais podemos escolher, sempre. Criar e recriar nossas vidas quantas vezes for necessária. Esse tipo de transformação contínua, faz com que Omulú possa ser relacionado, também, à transmutação que gera vida.
O terceiro mito que deve ser desfeito é aquele que diz ser Omulú o responsável por causar doenças. Ao contrário, Omulú é aquele que cura, tanto as doenças físicas quanto as doenças do espírito. A cada mudança marcas são deixadas, superar essas marcas, significa se desvincular de forma completa do momento que antecedeu à mudança. Significa a Cura, por meio do qual se torna possível seguir em frente sem pendências passadas.
No campo físico, a concepção de Omulú como orixá da cura está relacionada, também, às características deste Orixá. Na mitologia, cada orixá tem um aspecto positivo e outro aspecto que está relacionado à sua ira. Com Oxum, o ciúme; com Ogum, a raiva; com Omulú, a doença. Mas disso não se segue que Omulú seja um Orixá ruim, que promove coisas ruins aos seus filhos. Ao contrário. Como Omulú é também relacionado às doenças, ele passa a ser, principalmente, aquele que as previne e, eventualmente, cura se o problema for de ordem espiritual. É ele quem cuida para que uma comunidade viva de forma saudável.
Desfeitos os mitos que cercam a imagem deste orixá podemos entender melhor que o temor que o cerca tem origem, principalmente na má compreensão das características deste Orixá.
Vimos que Omulú rege as transformações da vida, todas as possibilidades de mudanças, que é associado à terra que é a base de toda a nossa vida e sustento, tanto individual, como da comunidade em que vivemos. Vimos, também, que é ele quem pode nos ajudar a prevenir as doenças e garantir boa saúde à nós e àqueles que nos são próximos. Assim, Omulú está muito distante das concepções equivocadas que podemos encontrar em vários terreiros, na internet e até mesmo em alguns livros. Tais equívocos de compreensão da força deste Orixá, chegam a ser até mesmo contrárias ao que ele de fato representa. Omulú, na verdade, é um grande pai, um grande Orixá, que pode nos fornecer todas as bases sólidas (como a terra em que pisamos) necessárias para uma vida plena, nos ajuda a superar as diversidades e a mudar quando necessário sem medo ou tristeza. É aquele que pode nos ensina a seguir, perseverar, mesmo quando as mudanças nos atropelam, nos orientando e tornando mais fácil lidar com as coisas que não conseguimos entender por completo. Além de ser aquele que pode nos ajudar a manter nossa saúde, física, espiritual e mental.
Mais alguns dados:
Dia da semana: segunda-feira, conhecido também como o dia das almas. Omulú rege a linha das almas pela qual vem todos os pretos velhos. Em alguns lugares, também, ele é regente da linha de entidades que trabalham com cura.
Cores: depende do terreiro, há locais onde as cores deste Orixá são preto e branco leitoso. Em outros locais é preto, vermelho e branco. Há ainda certas certas casas que, dependendo da vibração do orixá Omulú da pessoa admitem também o roxo, como cor própria à Omulú. Porém eu conheço o roxo como cor própria a Nanã.
Locais: cemitérios, praias e grutas. Sim praias, não devemos esquecer a forte ligação que este Orixá possui com mãe Iemanjá.
Elemento: terra.
Área de atuação: Ele é bem popular em relação à cura de doenças. Conhecido também como o orixá responsável pelo momento do desencarne. Porém, acho mais adequado compreendê-lo como simbolizando as mudanças radicais em uma vida, a mudanças de fases, e todos aqueles momentos em que, de certo modo, algo antigo morre para dar lugar ao novo.
Sincretismo: São Lázaro, São Roque e em alguns lugares São Bento.



1 de ago. de 2010

O Povo Brasileiro

Segue nesta postagem um link para o documentário baseado na obra de Darcy Ribeiro "O Povo Brasileiro".

Documentário sobre a obra homônima de Darcy Ribeiro
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01ª A Matriz Tupi
www.youtube.com/view_play_list?p=F0E6ACE1C21608ED
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02ª A Matriz Lusa
www.youtube.com/view_play_list?p=92034F204E23C6C7
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03ª A Matriz Afro
www.youtube.com/view_play_list?p=51742A478F93579F
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04ª Encontros e Desencontros
www.youtube.com/view_play_list?p=4273C7A7E4CCDD7A
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05ª Brasil Crioulo
www.youtube.com/view_play_list?p=B83BC4A62695CBEC
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06ª Brasil Sertanejo
www.youtube.com/view_play_list?p=83EEBCF592DD5FDE
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07ª Brasil Caipira
www.youtube.com/view_play_list?p=219BD30D1A57C050
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08ª Brasil Sulino
www.youtube.com/view_play_list?p=9C9CD45696689540
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09ª Brasil Caboclo
www.youtube.com/view_play_list?p=57A63B13D8332D3A
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10ª A invenção do Brasil
www.youtube.com/view_play_list?p=9D2711C3156D4975


O interessante deste documentário são as partes onde Darcy identifica na miscigenação a forma de uma nova etnia. Trata-se da formação de um brasil sem identidade, pois já não é mais negra, nem índia, nem Europeia. Um "mot" interessante para pensarmos e refletirmos acerca da umbanda, essa religiosidade autenticamente brasileira, sem identidade ou etnia.
Vale refletir, junto com Darcy, sobre a figura do caboclo. Bem como vale refletir sobre a origem do sincretismo.